Por Luiz Carlos Bordin
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o registro de um novo medicamento voltado ao tratamento e à prevenção das crises de enxaqueca no Brasil. O remédio, chamado Nurtec ODT, passa a integrar as opções terapêuticas disponíveis para pacientes que convivem com a doença, considerada uma das condições neurológicas mais incapacitantes do mundo.
Produzido pela Pfizer, o medicamento tem como princípio ativo o rimegepant, substância que atua bloqueando a proteína CGRP, associada à transmissão da dor e aos processos inflamatórios relacionados às crises de enxaqueca. A proposta do tratamento é interromper ou reduzir os sintomas ainda no início das crises.
Segundo informações divulgadas pela Anvisa, o produto foi autorizado na versão de comprimidos orodispersíveis de 75 mg, tecnologia que permite a dissolução do comprimido diretamente na boca, sem necessidade de água. O registro do medicamento terá validade até maio de 2036.
As apresentações aprovadas incluem cartelas com 2, 8 e 16 comprimidos. O rimegepant já era utilizado em outros países, como os Estados Unidos, mas ainda não possuía autorização oficial para comercialização no Brasil.
Especialistas apontam que a chegada do novo medicamento pode ampliar as alternativas de tratamento para milhões de brasileiros que sofrem com crises frequentes de enxaqueca, quadro que pode causar dores intensas, náuseas, sensibilidade à luz e dificuldades temporárias para atividades do dia a dia.