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Governo Federal autoriza venda de medicamentos em supermercados e define regras para funcionamento


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que permite a venda de medicamentos em supermercados, desde que os estabelecimentos cumpram regras específicas, como a criação de espaços exclusivos para farmácias e a presença obrigatória de farmacêuticos durante todo o funcionamento.

Por Luiz Carlos Bordin

Governo Federal autoriza venda de medicamentos em supermercados e define regras para funcionamento

Ilustração

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que autoriza a comercialização de medicamentos em supermercados em todo o país. A nova norma foi publicada no Diário Oficial da União e estabelece uma série de exigências para garantir a segurança sanitária e o controle na venda dos produtos.

De acordo com a legislação, os supermercados poderão instalar espaços específicos destinados ao funcionamento de farmácias ou drogarias dentro de suas dependências. Esses ambientes deverão ser totalmente separados das áreas onde são vendidos alimentos e outros itens, sendo exclusivos para a atividade farmacêutica.

Entre as principais regras, está a obrigatoriedade da presença de farmacêuticos habilitados durante todo o horário de funcionamento do setor. Além disso, os medicamentos não poderão ser expostos em prateleiras comuns ou áreas abertas do estabelecimento, devendo permanecer em locais apropriados e com separação clara dos demais produtos.

A lei também estabelece critérios mais rigorosos para a venda de medicamentos de controle especial, como psicotrópicos e substâncias que podem causar dependência. Nesses casos, a comercialização só poderá ocorrer mediante receita específica, com retenção do documento, seguindo as normas já vigentes. Esses produtos deverão ser entregues ao consumidor em embalagem lacrada e identificada.

Outro ponto previsto na legislação é a possibilidade de uso de plataformas digitais para venda e entrega de medicamentos, desde que todas as regras sanitárias sejam respeitadas.

A medida atende a uma demanda antiga do setor varejista e amplia o acesso da população a medicamentos, mantendo exigências para garantir o uso seguro e responsável.