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Investigador da Polícia Civil é alvo de operação por suspeita de tortura em delegacia de Pontes e Lacerda


Justiça determinou buscas, apreensão de eletrônicos e recolhimento da arma funcional durante as investigações em Pontes e Lacerda.

Por Luiz Carlos Bordin

Investigador da Polícia Civil é alvo de operação por suspeita de tortura em delegacia de Pontes e Lacerda

PJC

Um investigador da Polícia Civil lotado em Pontes e Lacerda foi alvo de mandados de busca e apreensão e de medidas cautelares determinadas pela Justiça, no âmbito de uma investigação que apura a suspeita de tortura praticada contra uma pessoa dentro de uma delegacia do município.

De acordo com informações divulgadas pela própria Polícia Civil, o fato investigado teria ocorrido em 31 de janeiro deste ano. Imagens registradas pelo sistema de monitoramento da unidade policial teriam captado a ação que deu origem às apurações.

As medidas judiciais foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias. Além do episódio investigado, a decisão menciona outras ocorrências envolvendo o servidor ao longo dos últimos anos, incluindo situações administrativas relacionadas ao uso e à guarda de patrimônio institucional.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca na residência do investigador, com autorização para apreensão e análise de dispositivos eletrônicos. A Justiça também determinou o afastamento cautelar do policial de suas funções, o recolhimento da arma de fogo institucional e a proibição de acesso às dependências da Polícia Civil, bem como de contato com policiais e testemunhas ligadas ao caso.

As investigações apontam ainda a possibilidade de vazamento de informações internas relacionadas aos procedimentos instaurados contra o servidor. Por esse motivo, a apuração busca esclarecer se houve interferência nas investigações ou eventual participação de outras pessoas nos fatos analisados.

A Polícia Civil informou que os trabalhos continuam com o objetivo de identificar e localizar a suposta vítima, reunir novos elementos de prova e esclarecer completamente as circunstâncias do caso.

O nome do investigador não foi divulgado. Até o momento, não houve manifestação pública da defesa sobre as acusações.