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Com quatro pré-candidatos, Cáceres tenta recuperar espaço, mas excesso de nomes pode dividir forças da região


Com quatro pré-candidaturas à Câmara Federal para as eleições de 2026, Cáceres volta a sonhar com uma representação própria em Brasília. No entanto, a multiplicidade de nomes também levanta críticas sobre a falta de união política no Oeste de Mato Grosso, cenário que pode acabar favorecendo candidatos de outras regiões e reduzir as chances de o município voltar a conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Com quatro pré-candidatos, Cáceres tenta recuperar espaço, mas excesso de nomes pode dividir forças da região

Reprodução

Principal polo do Oeste de Mato Grosso, Cáceres já desponta com quatro pré-candidaturas à Câmara dos Deputados para as eleições de 2026. O movimento demonstra o interesse da região em voltar a ter protagonismo em Brasília, mas também expõe um velho problema da política regional: a fragmentação de forças, que historicamente tem dificultado a eleição de representantes com base no município.

Entre os nomes colocados na disputa está o advogado Irajá Lacerda (PSD), que concorreu em 2022, obteve 54.607 votos e, desde então, ampliou sua atuação política após passagem pelo Ministério da Agricultura. Com um grupo mais estruturado e maior visibilidade estadual, Irajá aparece como uma das principais apostas do PSD, embora tenha pela frente uma concorrência interna com nomes de peso, como Valtenir Pereira e o deputado Emanuelzinho.

Também integram a lista de pré-candidatos o ex-deputado estadual e federal Leonardo Albuquerque (Republicanos), que busca retornar à Câmara dos Deputados; o médico César Arruda, que foi derrotado na disputa pela Prefeitura de Cáceres em 2024; e a advogada Débora Pacheco, do Partido Novo, ligada ao campo conservador.

Apesar do número expressivo de pré-candidaturas, analistas e lideranças locais avaliam que a falta de unidade pode acabar enfraquecendo a região. Em vez de concentrar votos em um ou dois nomes competitivos, a pulverização tende a favorecer candidatos de outras regiões do estado, repetindo um cenário que já deixou o Oeste sem representação direta em Brasília.

A região já elegeu nomes como Márcio Lacerda, Pedro Henry, Leonardo Albuquerque e Ezequiel Fonseca, mas a atual conjuntura levanta um questionamento recorrente entre lideranças políticas: se Cáceres possui força eleitoral suficiente para sustentar quatro candidaturas competitivas ou se a multiplicidade de projetos poderá, mais uma vez, resultar em nenhuma cadeira para a região no Congresso Nacional.