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Crise no leite afeta famílias em Quatro Marcos; empresa em recuperação deverá pagar em até 180 dias


O Laticínio Vencedor, localizado em São José dos Quatro Marcos (MT), confirmou que faz parte do Grupo Ricoy, que atualmente passa por um processo de recuperação judicial. A empresa esclareceu que, conforme decisão judicial, os pagamentos aos produtores de leite da região serão realizados em até 180 dias, buscando restabelecer o equilíbrio financeiro e garantir a continuidade das atividades diante das dificuldades enfrentadas pelo setor leiteiro em todo o país.

Crise no leite afeta famílias em Quatro Marcos; empresa em recuperação deverá pagar em até 180 dias

Reprodução

O Laticínio Vencedor, sediado em São José dos Quatro Marcos (MT), confirmou que faz parte do Grupo Ricoy, conglomerado empresarial que está em processo de recuperação judicial. De acordo com informações da própria direção, a decisão da Justiça determina que os pagamentos aos produtores de leite sejam regularizados em até 180 dias.

Segundo o grupo, o Laticínio Vencedor é apenas uma das unidades vinculadas à empresa, que enfrenta dificuldades financeiras decorrentes da crise no setor leiteiro nacional. Antes de recorrer à recuperação judicial, o grupo chegou a considerar a contratação de empréstimos com juros reduzidos, mas o proprietário optou por não comprometer o patrimônio diante da instabilidade do mercado e da ausência de um plano de reestruturação consolidado.

Atualmente, a unidade processa cerca de 35 mil litros de leite por dia, mantém 155 empregos diretos e enfrenta um déficit financeiro estimado em R$ 1 milhão, mesmo com um faturamento mensal aproximado de R$ 6 milhões. A direção destacou que a retomada da produção e a recuperação gradual do setor são fundamentais para equilibrar as contas e garantir o pagamento aos produtores locais.

O Grupo Ricoy informou ainda que recebeu propostas de venda da unidade, mas optou por manter a operação, apostando na recuperação do negócio e na preservação dos empregos. Um dos principais entraves, segundo a empresa, é a alta taxa Selic, que encareceu o custo do crédito e inviabilizou novas operações financeiras. Em uma das negociações, o grupo precisaria oferecer um imóvel avaliado em R$ 400 milhões como garantia para obter um empréstimo de R$ 60 milhões, o que foi considerado economicamente inviável.

A expectativa é de que, com a execução do plano de recuperação judicial, o Grupo Ricoy consiga reorganizar suas finanças, restabelecer o equilíbrio econômico e normalizar os pagamentos aos produtores da região nos próximos meses.