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Deputado Chico Guarnieri comemora decisão do Cade que suspende moratória da soja


O deputado estadual Chico Guarnieri (PRD) comemorou a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que suspendeu, de forma preventiva, os efeitos da moratória da soja, destacando a medida como uma vitória para os produtores rurais e um reforço à segurança jurídica no agronegócio.

Deputado Chico Guarnieri comemora decisão do Cade que suspende moratória da soja

Gilberto Leite / ALMT

O deputado estadual Chico Guarnieri (PRD) celebrou a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que suspendeu, de forma preventiva, os efeitos da chamada “moratória da soja”. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (18) e também abriu processo administrativo contra empresas e entidades signatárias do acordo.

Para Guarnieri, a decisão representa uma conquista para os produtores rurais de Mato Grosso e de todo o país. “É um reconhecimento ao trabalho dos agricultores e resultado de uma articulação da qual tive a satisfação de participar. O setor produtivo precisa de respeito e de segurança jurídica para continuar sustentando a economia”, afirmou.

A moratória da soja era um compromisso assumido por tradings e exportadoras que restringia a compra do grão cultivado em áreas da Amazônia Legal desmatadas após 2008, ainda que em conformidade com o Código Florestal. A suspensão ocorreu após intensa mobilização política contrária ao acordo, considerado por representantes do agronegócio como uma barreira comercial imposta de forma privada.

Guarnieri ressaltou que o setor agropecuário produz respeitando a legislação ambiental. “Mato Grosso é potência do agronegócio, mas também é exemplo de preservação. O produtor rural cumpre as regras e é quem mais protege o meio ambiente”, destacou.

O parlamentar lembrou ainda que participou da comitiva que esteve em Brasília, em fevereiro, defendendo lei estadual que proíbe benefícios fiscais a empresas que firmem acordos ou tratados impondo restrições além da legislação brasileira.

“Essa decisão é uma vitória da legalidade, do bom senso e do direito de produzir. Não podemos aceitar que acordos privados criem barreiras que prejudiquem quem trabalha dentro da lei”, concluiu Guarnieri.