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A região Oeste de Mato Grosso, que abriga municípios como Cáceres, Pontes e Lacerda, Mirassol D’Oeste, Araputanga e São José dos Quatro Marcos, segue enfrentando graves problemas estruturais e sociais. Moradores, prefeitos e vereadores da região acusam o governo Mauro Mendes (União Brasil) de negligência e falta de investimentos em áreas fundamentais como infraestrutura, saúde e educação.
Uma decisão controversa do Governo de Mato Grosso está gerando revolta em Cáceres e em toda a região Oeste. A imposição de um regime tributário mais rígido para a instalação de lojas francas (os chamados free shops) praticamente inviabilizou a implantação do projeto na cidade, frustrando empresários locais e a população que via no modelo uma oportunidade concreta de crescimento econômico, geração de empregos e atração de turistas.
Rodovias como a MT-265, MT-175 e MT-343, fundamentais para o escoamento da produção agrícola e o transporte regional, continuam abandonadas. Buracos, trechos sem asfalto e pontes de madeira colocam em risco a vida de quem depende dessas estradas.
Apesar de promessas feitas nos últimos anos, as obras avançam lentamente ou sequer foram iniciadas. Enquanto isso, o programa estadual “Mais MT” prioriza investimentos em regiões mais próximas da capital, como o eixo Cuiabá–Rondonópolis.
No setor da saúde, a situação também é crítica. O Hospital Regional de Cáceres, que atende toda a região, sofre com superlotação, falta de profissionais, escassez de insumos e leitos insuficientes. Pacientes em estado grave ainda precisam ser levados para a capital, enfrentando longas viagens e riscos à vida.
A estrutura das escolas estaduais também é alvo de reclamações. Faltam reformas, materiais didáticos, internet de qualidade e ações voltadas à inclusão digital e profissionalização dos jovens. A falta de políticas públicas voltadas à juventude tem contribuído para o êxodo de talentos da região.
Lideranças políticas regionais têm cobrado mais presença do governo do Estado. Em sessões nas câmaras municipais e encontros entre prefeitos, o descontentamento é unânime: o Oeste continua sendo tratado como periferia do Estado, apesar de sua importância econômica e estratégica.
“Enquanto outras regiões recebem milhões em investimentos, aqui não temos nem o básico. O povo está cansado de promessas”, declarou um vereador de Mirassol D’Oeste.
Com a aproximação das eleições de 2026, cresce a expectativa de que a população do Oeste mato-grossense reaja nas urnas contra a gestão que, segundo muitos, virou as costas para a região. A pressão popular por mudanças concretas deve aumentar nos próximos meses, com novos atos, audiências públicas e mobilizações.