Por Luiz Carlos Bordin
O prefeito de São José dos Quatro Marcos, Jamis Silva Bolandim (UNIÃO), usou a tribuna livre da Câmara de Vereadores na sessão ordinária desta terça-feira, 25, ocasião em que reclamou por estar provando “do seu próprio veneno” de fazer lives pelas redes sociais.
Os ataques foram direcionados ao vereador Luciano Cristóvão (PSB), que desde sua campanha vem usando as redes sociais para se comunicar com a sociedade e prestar contas de suas cobranças junto ao Poder Executivo Municipal. O prefeito Jamis Silva foi mestre em usar as redes sociais para chegar por duas vezes ao comando do município, mas se ofendeu com a tática do novo vereador.
Em sua fala na tribuna, o prefeito Jamis Silva também teceu comentários com a finalidade de "atacar" e "denunciar" o empresário e seu ex-vice-prefeito Ademilson Valverde, sobre locação de maquinários alugados para construção asfáltica no município entre outros assuntos.
Na sessão anterior, o hoje empresário Ademilson Valverde (PMDB), havia usado a tribuna para se defender das mesmas acusações e afirmou que os maquinários do seu irmão estavam locados para atuarem no município de Mirassol D´Oeste. Diante da informação, o vereador Renilso Senhorinho (Republicanos), que havia tecido o comentário inicial sobre o tema, teve a hombridade de se retratar em público e pedir desculpas à família Valverde.
Ao ser cobrado sobre podas de árvores pela cidade, o prefeito se esquivou e insinuou que a culpa seria do juiz de direito da comarca de São José dos Quatro Marcos, doutor Marcos André da Silva, por ter acatado denúncia sobre cortes com mortes de muitas árvores pela cidade.
Na verdade, o prefeito estava, segundo a denúncia no Ministério Público (MP), cometendo severo crime ambiental. Pelo que é possível visualizar no site do MP, a denúncia se transformou numa Ação Civil Pública que, na verdade, inibe apenas o corte de árvores no modelo que estava sendo praticado, causando morte e corte de árvores em desacordo com a legislação.
Ao que tudo indica, a poda de árvores não está proibida, bastando apenas comunicar os órgãos competentes. A ação foi proposta apenas pelos cortes abusivos e mortíferos das árvores das ruas de São José dos Quatro Marcos.